lírica
nada nada desejo
desejo desejo
desejo mais
do que sombra
som sexo & sono
nota aos colegas em tempos fascistas e retrógrados:
"amar o outro como a si mesmo", objetivamente, não passa de hipocrisia psicológica (freud). denotando egoísmo, um dos mais altos autocentramentos possíveis. visa o apagamento da alteridade.
& a ideia de que orientais, amarelos, são violentos, cruéis, estagnados e incapazes de alcançar a civilização ocidental, seus moldes, não passa de um dos preconceitos mais antigos e estruturados da humanidade.
profundamente maravilhoso é um país como o brasil, que, para além da beleza natural, reúne e antecipa quase tudo que o mundo, um dia, virá a ser.
nenhuma animação conseguiu ainda fazer um correspondente ao que "berserker" e "the ghost in the shell" fazem no formato do mangá.
estou vendo o anime novo, mais fiel ao estilo de shirow masamune. mas a versão animada é bem mais conservadora, em vários sentidos do termo (como tudo nesses dias, dias do avanço do pensamento fascista entre as pessoas em todo o mundo). já no primeiro capítulo, colocam um borrão de censura na primeira cabeça a ser estourada. a protagonista, como no mangá, é muito mais "humana" do que na versão que foi tornada clássica, a de 1995. mas é mostrada em ângulos bem menos eróticos do que no original. não tiveram a coragem de mostrar nem mesmo um copinho de sakê em passagens memoráveis. mais um produto encaretado para caber numa netflix. não estou dizendo que é ruim. é bastante interessante em alguns aspectos. e ainda nem vi tudo que saiu. mas está aí, subtraído de alguns de seus aspectos mais subversivos, tal como ditam as prateleiras (e nosso obscuro espírito dos tempos) .