terça-feira, 21 de julho de 2026

 

nenhuma animação conseguiu ainda fazer um correspondente ao que "berserker" e "the ghost in the shell" fazem no formato do mangá. 

estou vendo o anime novo, mais fiel ao estilo de shirow masamune. mas a versão animada é bem mais conservadora, em vários sentidos do termo (como tudo nesses dias, dias do avanço do pensamento fascista entre as pessoas em todo o mundo). já no primeiro capítulo, colocam um borrão de censura na primeira cabeça a ser estourada. a protagonista, como no mangá, é muito mais "humana" do que na versão que foi tornada clássica, a de 1995. mas é mostrada em ângulos bem menos eróticos do que no original. não tiveram a coragem de mostrar nem mesmo um copinho de sakê em passagens memoráveis. mais um produto encaretado para caber numa netflix. não estou dizendo que é ruim. é bastante interessante em alguns aspectos. e ainda nem vi tudo que saiu. mas está aí, subtraído de alguns de seus aspectos mais subversivos, tal como ditam as prateleiras (e nosso obscuro espírito dos tempos) . 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

romamor


 

 

fina flor

  


 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026


hipátia,

religião e ignorância

sempre triunfam no final

sempre em número maior

bullys 

sempre certos

sempre cegos de certezas

e capazes de tudo 


sexta-feira, 26 de junho de 2026

 

(rock way of life)
tour com a banda la burca. um dos rolês por sampa e outras cidades da região. 
quando colamos na goma da sandra (coutinho - as mercenárias). lembro que apresentei o sunn O))) para ela na ocasião. e ela me mostrou uns trampos (umas raridades) com o scandurra (edgard) antigas, desconhecidas e bem alternas: "ninguém dá a mínima pra essas gravações." ela dizia. hehehe.






 


da série "para que serve?" (& ainda mais em tempos de obscuridade e fascismos)"

de rimbaud e seus koans 
(um dos melhores exemplos. o que vocês descobrem quando leem poesia? qual valor que isso tem?)

ah "orietur", sol invictus (e sua inversão) e tudo o mais que essa palavra invoca.
pandoras-palavras.

rejeitando a ideia cristã e capitalista (nauseante, pequena, pequena e burguesa) de que a felicidade ou a salvação estão sempre "no próximo dia" ou "na outra vida". poema que começa e termina com yin e yang. que a eternidade e a transformação total das possibilidades humanas seja aqui e agora. neste exato instante(-infinito) fenomenológico de transe verbal. passado, presente e futuro são, ora vejam, um mesmo bloco (algo que a física veio a formular, um século depois).



L’Eternité

Elle est retrouvée.
Quoi ? – L’Eternité.
C’est la mer allée
Avec le soleil.

Ame sentinelle,
Murmurons l’aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s’exhale
Sans qu’on dise : enfin.

Là pas d’espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle est retrouvée.
Quoi ? – L’Eternité.
C’est la mer allée
Avec le soleil.



A Eternidade

 
De novo me invade.
Quem? — A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no mar te espraias.

De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.

Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.

De novo me invade.
Quem? — A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.

(trad.: augusto de campos)

 




 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

 

                                                                 (méxico)

quarta-feira, 17 de junho de 2026

 

There is a pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society where none intrudes,
By the deep Sea, and music in its roar:
I love not Man the less, but Nature more,

(...)

(l. byron) 

 

 

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

 

os estados unidos 
no fundo, também,
são apenas crianças, serginho.
umas crinças mimadas,
bilionárias, 
com a bazuca na mão. 

mas são crianças.


(daniel furlan)