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domingo, 31 de maio de 2026
sábado, 30 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Utilidade pública
Um bom mestre de zen não é o sorridente paspalho vergonha alheia em redes sociais divulgando suas palestras. O bom mestre de zen é alguém (não raro, um zé-ninguém) que sabe evidenciar o trambolho de ego que se carrega: não se sabe do óbvio do óbvio. Mas nesse mundo, nesse tempo, nesse tempo de vitória absoluta da aparência, da ganância genocida e do dinheiro, atente contra o ego de alguém de fato e vão te perseguir e jurar de morte.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
"What thou lovest well remains,
the rest is dross
What thou lov'st well shall not be reft from thee
What thou lov'st well is thy true heritage"
(e. pound)
ah paixão, incurável, não de agora, pela margem. invisível para os tolos. invisível para os otários. invisível para os canalhas (& que assim seja). algo de verdadeiro num mundo de ilusão e sombras, onde o que mais vale não tem valor nenhum: o tesouro mais profundo: a vitória entre as vitórias: amor entre os amores.
(rascunho) 1
dois dias, depois ainda mesma tarde quente, três, em araxá. ainda é costume que prédios, eles explodam, de pessoas, esparramadas pelas calçadas, ruas abarrotadas de pernas. ainda não se sabe pra que tanta perna, já têm menos cores, dizeres e lenços, memórias de casa e brisas. “berlô e seda esse bosque”. feriado, árvores pequenas uma ária soa seu silêncio entre as folhas, campo aberto ar as cem velas enfunadas de um sorriso uma menina descalça passeia com o cachorro
ir à lotérica. quatro papéis o bolso esquerdo. perna do óculos um pouco torta. chaves na parede da sala. o que parece dizer os rabiscos no pulso direito. já ouviram dizer q ulisses sempre volta. criar um intervalo aqui. uma quebra de ritmo. lado direito. 90 km. não estacionar na vaga para idosos
formas de nuvem serpente مولانا جلال الدین محمد رومی
como se rastejasse dançando rumo aos raios de sol se espalha seus ssihhhh
ondas vibrando o espaço
tempo rasgado, densidade, na caixa, algum hash, de boa e regado; dervixes de bolso, bolar uns estalos de luz na língua umas bolas
“não dizer nada daqui, melhor longe de multidão”; “é palha o que vem desenrolando? metendo o loco em quem? uma pira, só”, e bramir, e bruma
luas em janeiro descem debaixo de 40 graus, ficam dissolvidas no lago de balanço soprados salmos escorrem entre folhas e areia e areia detritos mínimos de matéria espalhada pelo chão o passeio público congelado de íris mornas sob o relevo/veneno de música às veias expostas
(“ - não, não irei matá-la até ter ouvido o resto dessa história”
“ - um paradigma sobre a virtude e a falta, o poderio e a ignorância, sobre a prodigalidade e a avareza, a valentia e a covardia ou…”)
ao invés de dizer algo sobre o rio bauru da minha aldeia
algum deserto nunca lhe deixa -“é de bom grado” - antes dos pés pisarem a soleira “para as calçadas”; “na brisa, uma embalagem de al nassma”
(Rascunho 2)
Dos dizeres
por cima de escombro e cinza
o amor triunfa tranquilo
esvaziando a tarde atirada como um indigente maltrapilho
entre
sucursais de igreja comercializando a guerra esquinas fumaça das
pedras do asfalto fumaça de escapamento fumaça das silhuetas de
fantasmas atrasados fumaça do formigueiro
fumaça sob o efeito da reverberação do sermão que berra o louco na praça os ltda. e os rrrrr também de chuva
o fim do mundo fumaça e nos prédios vestidos de terno suspensos no ar pelas gravatas que mastigavam nos cafés, fumaça adoração
onde meninas de óculos enormes devoram croissants e os animais de estimação espiam tomando o sol
da
manhã na língua e nos pêlos heitor por fim apanhou as espadas pirralhos
dão trabalho quando se apaixonam entrou no carro engatou horizonte na
quinta as rodas
gigantes gigantes
todos os elmos às costas de rocinante música minimalista prédios ruminam os carros da polícia olham
as pessoas lesmas lerdas apressadas apagadas em multidões atravessam, são uma sombra a faixa de pedestres entre trincheiras
r.
e s. estão entre trincheiras estão em serres, a. encomendou seu bunker
no magazine luiza, l. lustra seus coturnos empunhando a baioneta em
frente à caixa econômica, traz consigo seus dragões na garganta, ao meio
dia faz mesuras aos mil braços de apolo
sim, ela esmaga rouxinóis
na axila outros pássaros explodem e escorrem de seu lábio onde céu
aberto asas-delta plainam dentes-de-leões e brasa ar rio um demônio ela
onde deixa arder entre as pernas santuário
descendo do metrô da são
joaquim fumaça assoprando réstias de luz italianadas disseram alhures
voltamos ao mesmo novembro se tentar abandonar toda lembrança em páginas
de diário
em porões que talvez os ratos gostem de ler
Londrina a gosto de 2007
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Autorretrato
“Here lies one whose name
was writ in water”
Inscrição no túmulo de John Keats em Roma
O Sr. Marcos Tamamati
Praticamente invisível
Razoavelmente bem graduado
Em impopularidade
Especialista em sombra
Com alguma prática de silêncio
Educado sob a tutela de Akelá com os demais lobos
No deserto caçou orgulhoso búfalos selvagens
Além disso nada fez tropeçando mudo na penumbra
Observador dos planemos solitários
Incólume passou pelo mundo pelo escanteio
Entre duna e rochedos sonoros um tolo
Desastrado enamorou-se dos percevejos
Fora almejado no crânio por setas
Seu corpo ainda afunda perdido
Em alguma parte escura de um lago qualquer
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quarta-feira, 20 de maio de 2026
nos templos e mosteiros, demônios recitam sutras
e budas imploram por comida e dinheiro
(paráfrase de ditos de ikkyu sojun)
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um pouco mais sobre ikkyu:
https://www.veneta.com.br/blog/quadrinhos-11/ikkyu-poeta-monge-e-heroi-da-contracultura-538
terça-feira, 19 de maio de 2026
também, como vocês, pensou assim o neandertal (que na verdade, como hoje se sabe, não eram simplesmente "burros"):
essa coisa desses humanos,
de se organizarem em grupos maiores, diversidade, pessoas diferentes, troca de recursos, redes culturais, gente que fala outras línguas, violência mais coordenada, incorporar novas tecnologias...
isso tudo não passa de uma MODA passageira.
tô com os meus, família!
eu sou muito superior.
domingo, 10 de maio de 2026
(imperador valeriano sendo capturado pelo rei persa shapur I, naqsh-e rostam, sul do irã, pedra esculpida, 260/270 dc.)
veja
vejam!
Vejam todos.
os meus escudos humanos
veja
cinema de jantares
son, son, son of a gun
you are the on-
ly one
extra: veja
veja
Hollywood
Madeira!
morro abaixo
Veja
monetários
donos do mundo
igrejas
da destruição
das massas
veja
Ponham
Os ETs
na mesa
Escondam
Os escândalos
I'll be there
for you
When the rain starts to pour
Epstein's friends
Veja...
War is the new(s)$
A guerra é o novo
Super bowl
veja
vicia
vicia bet
babe
beba bate
vicia
vicia bet
me vicia
bet
bate
balanço
beba babe bet
vi
cia bet
veja
o poeta
Na Balada de Buster Scruggs
Nem valer um galiná-
ceo
veja
veja
igreja
rei já ir
veja
Quanta igreja!
tem Jair
veja
ema
iot
emm
mais
Há
lOOk
GUIL
LOTI
NE
花
§
fala felpuda inflada de falácia
falsa
eficiente
neutra-
"sem-lado"
plena de fascismo
manto não faz
o monge
legiões de seguidores
ou popularidade
entre populares
acordos com o mediano
contratos com o mercado
do mais do mesmo
sempre a mesma indiferença




