domingo, 27 de janeiro de 2019

CCCI



E borges el medio de sus calles transpirando tango  “jamás me gustó”
à procura de mais soluções para este madre-rocío
greg simon and steven f. white they tried (capriccio)
mother of dew - no good I suppose 
se abre uma caixa de sugestões 
um chapéu de músico de rua
sempre aberto:
de algum orgulho 
não padecemos
Diários de bordo também
do trocar de corpos
  
Capricho

Atrás de cada espelho
há uma estrela morta
e um arco íris piá
que dorme.
Atrás de cada espelho
há uma serenidade eterna
e um ninho de silêncios
que não se alaram.
O espelho é a múmia
da primavera, se fecha,
como concha de luz,
na noite.
O espelho
é a mãe-orvalho,
o livro que disseca
o crepúsculo, o eco tornado carne.

(Boabdil)

Granada, tierra soñada por mí
"la peor burguesía 
de toda España"
Viva
n las mujeres!
Abajo el patriarcado!
Fascistas sem cérebro
ou coração 
covardes fuzis
em Viznar 
se olha o olho 
de la muerte













domingo, 20 de janeiro de 2019





traduzindo um lorca quase haicaísta. é o q tá teno.




Prelúdio

O boi
Fecha seus olhos 
lentamente...
(Calor de estábulo.)
Este é o prelúdio
da noite.























baixou por aqui as obras completas do lorca & temos feito algumas tentativas de tradução.



Remanso

A coruja
deixa sua meditação
limpa seus óculos
e suspira.
Uma vagalume
gira monte abaixo,
e uma estrela
corre.
A coruja bate suas asas
e segue meditando.



Remanso

El búho
deja su meditación,
limpia sus gafas
y suspira.
Una luciérnaga
rueda monte abajo,
y una estrella
se corre.
El búho bate sus alas
y sigue meditando.


(Federico García Lorca)
















segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Poemas Algorítmicos (I - Sonnets by Anonymous)




 1 - 

 Ode to the Monster

My big monster, you inspire me to write.
How I hate the way you kill, run and kill,
Invading my mind day and through the night,
Always dreaming about the overkill.

Let me compare you to a great buffoon?
You are more killer, estupid and weak.
Nice sun heats the spledid peaches of June,
And summertime has the powerfull chic.

How do I hate you? Let me count the ways.
I hate your concise lions, teeth and eyes.
Thinking of your unique teeth fills my days.

My hate for you is the prominent flies.
Now I must away with an epic heart,
Remember my bleak words whilst we're apart.



2 -

My memory, you inspire me to write.
How I love the way you die and bear,
Invading my mind day and through the night,
Always dreaming about the cruel air.

Let me compare you to a riper larch?
You are more tender, bawdy and gaudy.
Sweet clouds dull the shoddy flowers of March,
And the springtime has the discreet soddy.

How do I love you? Let me count the ways.
I love your discrete bright, cruel and fresh.
Thinking of your bright cruel fills my days.

My love for you is the transgender esche.
Now I must away with a slender heart,
Remember my light words whilst we're apart.



outros -

Against the stormy gusts of winter’s day
I have seen roses damask’d, red and white
And in mine own love’s strength seem to decay
And moan th’ expense of many a vanish’d sight

What means the world to say it is not so
Against this coming end you should prepare
That you yourself, being extant, well might show
And buds of marjoram had stol’n thy hair

When I have seen such interchange of state
Incapable of more, replete with you
Such civil war is in my love and hate

And I by this will be a gainer too
Let not my love be call’d idolatry
Which in thy breast doth live, as thine in me



By looking on thee in the living day
Thy edge should blunter be than appetite
And life no longer than thy love will stay
And see the brave day sunk in hideous night

Toward thee I’ll run, and give him leave to go
And yet, by heaven, I think my love as rare
That you yourself, being extant, well might show
Making his style admired everywhere

With others thou shouldst not abhor my state
Whilst I, my sovereign, watch the clock for you
Love is my sin, and thy dear virtue hate

And you in Grecian tires are painted new
Her audit, though delay’d, answer’d must be
If ten of thine ten times refigur’d thee



To let base clouds o’ertake me in my way
I tell the day, to please him, thou art bright
For, thou betraying me, I do betray
And see the brave day sunk in hideous night

Love’s eye is not so true as all men’s: no
And yet, by heaven, I think my love as rare
Receiving naught by elements so slow
And buds of marjoram had stol’n thy hair

With others thou shouldst not abhor my state
Whilst I, my sovereign, watch the clock for you
Thus policy in love, t’anticipate

And I by this will be a gainer too
So thou through windows of thine age shall see
Without accusing you of injury


§


Algumas versões acompanhadas por música:  https://akuma7.bandcamp.com/album/legi-o-volume-1-sonetos-algor-tmicos








domingo, 13 de janeiro de 2019

CCC


inicial - poema caligráfico 
(rainer maria rilke - tradução: augusto de campos)





































quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

so said sagan with a rhyme










so said sagan
with a rhyme
the universe 
is a pretty big place 
if it's just us seems like 
an awful waste 
of space
























































👽👽👽https://akuma7.bandcamp.com/album/opera-o-prato-feito






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018





Um pacto

Faço um pacto com você, (toca) Raul, 
Tenho te detestado há bastante tempo.
Venho até tu como um cara crescido
Que teve um pai maluco; 
Beleza agora já sou maduro o suficiente para
fazer amigos; 
Foi você que cortou a madeira nova, meu mago!
Agora é o tempo de esculpir.
Nós temos uma única seiva e uma única raíz
Vamos cozinhar também nessa panela do diabo.
.
.
.










Ps: não é verdade que alguma vez tenha detestado Raul (Seixas), é só para manter a paródia na tradução/transcriação* do poema poundiano  :p
*"A Pact" by Ezra Pound










quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Nota de esclarecimento:


poesia desde o início, como a música, sempre foi um transe, e por causa. principalmente do transe, e mais nada. mais p/ isso ou para aquilo. do estado alterado\aprofundado da mente; o barato. o elemento sem o qual o que há de mais profundo não vai haver. pessoal não democraticamente compartilhado e curtido.
agora, do nada, editoras aparecem mas também querendo dizer "vamos lhe fazer um ENORME favor", "então faça logo e com pressa. já! formate. assim e assado. envie em, &s (word, pede efe) agora, ontem." - aquilo para o qual nunca criei uma fórmula exata, nem um tempo específico. não tem a ver com (ah! O)  "engenheiro do cabral": que não era funcion-ário. caríssimos srs. e sras. representantes de editoras que brotam dos inbox das redes sociais, nosso trabalho está disponível na rede e nalgumas pequeninas coletâneas por aí, já faz mais ou menos uma década. temos. tratado. de Outros assuntos. também. esta pressa, não temos por hora. 







canção quem
são seu lobos
essa manhã
inda sonho
o q fazem
ao fim
ao frio
tal sopro
nos dias um
embr
ul)
ho
(ver kledt i nattens farger
melho
contendo maçãs
quem abriu
a g
ar
ganta
canta
perfura
m
achados
d
e gelo
f
undo
albatrozes vão
alvas setas
desde quando
fechou
a febre
assim
o tór
ax
o “hora
deixe
o memento mori
por aí” venha
para fora;
“venha
para fora!”
d
aqui
essa montanha
você
imagina
agora
os leões
da tez
tempo
r
ais
impossíveis
a razão
d
os
prim
ei
ros
três
motivos
da rosa
não mísseis
?
“informamos
que são mais
de mil
feridos
in
feliz
mente
e a
greve é
geral”
GREVE
revoluções
não bibliot
ecas!
sem medo
fora temer o vazio
fora temer o embusteiro
fora temer o medíocre
fora temer o ilegítimo
fora temer o ditador
sem medo
com o irmão
o inimigo
dor
mindo
no quarto ao lado
escreve versos
nãoversos
antimúsica
não dorme
a noite no escritório
em que resp
ira
um computador
contra o silên
cio há a hora dos versos você uma hora
os deixa em algum pedaço de folha
aurora
ou ouvidos
sem saber se voltam
nunca mais
e não cobra
que hoje
venha
a cho
ver
d
isso mais por aqui
isso é amor
e pensam que é
deles
não daqueles
nunca
nosso
como an
tes dis
seram
s
ou homem
duro pouco
(muito!(?)
é
enorme a noite
menos porque
hoje se sabe
há muitos oceanos
além da t
erra
vida muito mais
que três
dimensões
verdade e nozes
mais
robustas
no supermercado
onde
deambulava
demônio dos faróis
am
o
r
r
angendo
o carrinho de compras
contra o azulejo
principalmente vinho
bêbados vendo pousar os aviões
beijos fiapos de grama nas roupas
calor nús seus olhos

e s
eu sexo
palma repleta
de grilos de cabelos
pequenos riscos
no lábio
de sangue
você
é tão bonita
porque
se parece com outra pessoa
aquela que fazem
aparecer mais por aí
que enfiam
metem com força
goela abaixo
de adolescentes zumbis
para vender igrejas valium
e arsênico
pasta de dentes
e sempre mais guerras
você
me oferece
uma lâmina
carregada
com tohil
e tétano
cega e corajosa
como aqueles
búfalos suicidas
você é tão querida
todos te adoram
e você ama
e compra
a todos
com a esperança
do seu sexo
a única cousa
que miseráveis têm
de divino
menina sorriso
vamos
morar na cracolândia
depois virar escritor brega
elevado pela culpa burguesa a cult
o que interessa é vender
cuspir e ladrar
diz o
vende
dor
que se propagandeia poeta
complexo de inferioridade
cuidadosamente
arquitetado pela sociedade
dos brancos populares
como você
alva alma
dos chiqueiros dosséis
das margaridas
comprar champagne
com seus dentes perfeitos
que têm aberto
todos os cadeados
ah céu e rochedo
seu peito
sua cabeça vazia
você não é especial você
acaba outras pessoas
começam
a vida insist
e indo sem prot
agonista
...
2016
...








segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dharmakaya


abraço o cachorro
meu filhote já de 15 anos de idade:
compreendo a unidade universal de tudo.
maroto e manipulador ele se aproveita para fazer manha
morder derrubar o ventilador ou o celular
e descolar um biscoito








segunda-feira, 31 de outubro de 2016



um bom bushi
só aprende a cortar a si mesmo
não tem adversários
atacar o dharmakaya
seja de que forma for
um animal estúpido
rosnando contra o espelho






domingo, 28 de fevereiro de 2016

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O
utr 
oO
utr 
o
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 1 de novembro de 2014