quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

LXXXV








nINGUÉM SABE QUANDO COMEÇA O VERÃO
podíaMOS DIZER (isto antes)

Nessa espera



Até as cinzas





se








re













pe



















te













m








houve um bombardeio

em frente à geladeira




(ainda bem!)










Toda espera demanda uma larica





das bravas







se não for isso saio correndo e volto a
comprar massos de ciga



r





r

o



s







.














































The LXXXIV -









BOST




M




A





N


















quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

LXXXIII - (segunda parte) Entre 4 paredes



Estávamos de pé, então, um de frente para o outro

Olhávamos - ninguém mais se olhava há muito tempo

Naquela casa repleta de mármore e tão poucas almas

Nas salas escuras e quadradas, amplas e sempre quadradas



Ouvimos nossa respiração – e o barulho dos motores, ruídos

Talheres, câmeras fotográficas, gente bláblábláblando seu capim

Há tanta poeira acumulada, pesando os ombros e o pescoço

In perpetum, o tédio o tédio o tédio o tédio o tédio O



Mas (“que bom que voltou”) estávamos nos olhando (“sim!”)

E eu via esse seu rosto de desenho simples e redondo – tão delicado...

E encostado no teu peito adormecia junto ao seu fôlego lento

... Mas aí ergueram as bandeiras, e os batalhões se formaram para a guerra



Voltamos às ruas para espalhar nosso ócio em nosso ofício

Lembrar que é do estômago e não da cabeça que vem aquele frio

Veja: não há como fugir das trombetas arranhando nossos tímpanos

Toda manhã, saudades – enquanto a vida se desfaz como um rio



























terça-feira, 16 de novembro de 2010

LXXXIII - (primeira parte)




vão os dias desabando sobre o tédio

a corrida nas manhãs, e mais grana

e sempre à noite sobre os travesseiros

pedras afundam num nada abissal

homens feitos de bocejo nos ônibus

observam os pássaros nos prédios

e não há ônus com o que (impávidos!)

distraindo os rostos nas telas de sangue

vê-se paranóia nas esquinas, crack –

latas acesas, café da manhã

matilhas com mantas quadriculadas

e pés pretos pisando o asfalto imundo

e o mundo descendo por entre oceanos

de gentes e eu enroscadão, atrasado

no meio de tudo com as mãos nos bolsos

furados e sem fundos onde mexo

os dedos procurando alguns trocados

e pro busão até o trampo – vão trinta

minutos de chacoalhos, cotovelos

nuvens fechando o cinza sobre nós

edifícios estão fechando o trânsito

congestionado; estão fechando as portas

da lotação, vamos seguindo juntos

quietos, fechados em nossas trincheiras


***


e ela andou dizendo como andam ralos

os seus cabelos, e brancos também?

veja os meus, e só tenho vinte e poucos

e perder a segunda gravidez

por causa de estresse e mais discussões

ela culpou sua mãe e bateu a porta,

foi escutar sarah vaughan no seu quarto

ele trocou de carro? o notebook

veio da china, uma mamata da boa!

ó! empédocles, logo após ódio (o fogo),

o amor (as águas), sobrará pó para

espalhar por sobre quilhas nuas o ar

arrastando a vida, recomeçando

a morte, outra, outra vez, no seio de tudo

os mais bravos mesmo apesar de salvos

vão cair perante o tempo sem memória

dos homens dessas cidades de pedra

barata, homens sem deuses, sem mágica




(To be continued)




quarta-feira, 10 de novembro de 2010

LXXXII - Salut!






As aves que saem dos seus lábios serão lírios

Frios e cisnes coagulando brancos sóis

Em seus olhos já inúteis e duros - seus

Seios (antes tal como neve nunca vista) se fecharão silenciosos

Ossos como porcelana sem memória

Em horas fundas dos cisnes coagulando brancos sóis

Abro meu abraço mole como seu sudário

Nosso hálito fendendo o espaço e quente como lágrima


















segunda-feira, 1 de novembro de 2010















bocejo:


quando abrimos a boca
do tigre


diagonais são círculos,


décio pignatari,


estão
como planetas
poisépoesia
poisé

é








...







esses são meus dias de hj













:








net

estrelas trafegam em transa-transe trafego (tanta coisa q tanto fico tonto
!
da(e(s)








:

















http://poisnao.tumblr.com/post/1320775114/be-a


































sábado, 30 de outubro de 2010

LXXXI - DÉS-

POESIA (sua cadela!)



Dentro de todas as palavras: só o q há é o vento

Por isso eu sopro a buceta da palavra

Ela quer o meu



































karalhu

ESSA COISA LARGADA NO CHÃO

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

LXXX Io E

eu


ego

R


jo

I






e

(sorrindo)










Io


revorto!

má que bela manhã, hj








11...



... de...

quando mesmo (?)

2010






os aviões

escrevendo mais nuvens

no céu entre gigantes
tal como podiam, creio

os gregos
com seus deuses


(como os patos
brancos
sob o lago

quem os vê sou eu ou a mente?
tchibum!
:tá explicado)



um pouco brigalhões
eu acho que faz parte

de

naturezas estranhas

como são as desses caras





e tudo é música, minha marrie

marrie, enquanto vai indo bem dessa FORMA

até que se encontre uma melhor

vamos indo tu e eu,

deixa lá o horizonte

se esparramando

como

ouro derretido sobre o céu:



























o sol

vem de volta

devolve a cor

o pai de toda cor

coração que dor

quando

elanão

vem
























Io LXXX

eu


ego

R


jo

I







Io


revorto!

má que bela manhã, hj








11...



... de...

quando mesmo (?)

2010






os aviões

escrevendo mais nuvens

no céu entre gigantes
tal como podiam, creio

os gregos
com seus deuses


(como os patos
brancos
sob o lago

quem os vê sou eu ou a mente?
tchibum!
:tá explicado)



um pouco brigalhões
eu acho que faz parte

de

naturezas estranhas

como são as desses caras





e tudo é música, minha marry

marry, enquanto vai indo bem dessa FORMA

até que se encontre uma melhor

vamos indo tu e eu,

deixa lá o horizonte

se esparramando

como

ouro derretido sobre o céu:



























o sol

vem de volta

devolve a cor

o pai de toda cor

coração que dor

quando

elanão

vem

























quinta-feira, 7 de outubro de 2010

LXXIX





assim eu ouvi:

aos dezenove (ou vinte e nove) anos
o abençoado
estando de saco cheio
da putaria fácil do dia a dia na casa dos shakyas
atormentado pela inconsistência de todas as formas
e repleto de compaixão pelo mundo
decidiu:


PULANDO FORA





" (...) e bastante já foi visto

tanto que no ar s´espelha a visão

e muito
o suficiente já possuí
a música das cidades
à noite
e sob o sol e sempre

também daqui conheço demais:
ah! os lábios de yashodhara

vou buscar o que é de fato belo para durar


eterna

mente


entre afetos e ruídos novos: partida"

























LXXIX - partida







o bastante visto. a visão se reencontra em todos os ares.

o bastante tido. rumores de cidade, ao anoitecer, e ao sol, e sempre.
o bastante conhecido. os intervalos da vida. ó sons e visões!
partida entre ruídos novos e afeições!
















terça-feira, 5 de outubro de 2010

LXXVIII - Bebendo só sob a luz da lua








ja rro de vi nho

de bai xo d´amei xei ra
be bo so zi nho
con vi dan do a
lua lu mi no sa
que com mi nha som bra
até já
dáum trio

a lua não sa be to mar
ea som bra só a memi tar

é pri ma ve ra

tem po de fes ta

can to ea

lua cin ti la
dan ço ea
som bra ba lan ça

quan do de boa
os três fi cam jun ti nhos
a go ra be bi nho
ca da um se gue seu ca mi nho

mas isso só vai
atéa
gen te s´en con trar
mais uma vez no mar
das es tre las
na es tra da do céu in fi ni to














quarta-feira, 22 de setembro de 2010

0






!




http://2.bp.blogspot.com/_yaxBbIEpsgU/TJOJWhImDJI/AAAAAAAAAlI/st74BBsclm8/s320/hannya+haramitta.gif





cantando SUTRAS os pássaros entoando sutras e os gansos nos espelhos flutuando juntos às nuvens na tela do lago quack! entoando sutras cães presos contra os portões em coro contra o gato que flutua como por sobre um tapete DE ALGODÃO com desprezo e calma entoando sutras as NUVENS carregando a côrte de deuses e pombas EXPLODEM no meio deles estão todos cantando sutras(que) o avvvvvvvvvvvvvviãããããããããããããããããããoo o

!