segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

 

Oedipus


Cada um só

Enxerga com

Os olhos que tem

Alguns

Procuram ver

Através 

Dos olhos do outro

Talvez 

Mesmo assim

Não veem 

Ninguém 

Com que olhos

Se olha

Quem vai

Quem vem

Atrás 

De que olhos

Quantos

Todos

Como Oedipus

Joguetes

De deuses

Arrancam 

Os próprios olhos

Ao verem

Profundamente

(Ou qualquer)

Verdade



Oedipus


Cada um só

Enxerga com

Os olhos que tem

Alguns

Procuram ver

Através 

Dos olhos do outro

Talvez 

Mesmo assim

Não veem 

Ninguém 

Com que olhos

Se olha

Quem vai

Quem vem

Atrás 

De que olhos

Quantos

Todos

Como Oedipus

Joguetes

Dos deuses

Arrancam 

Os próprios olhos

Ao verem

Profundamente

A verdade


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

 

das arrogâncias estúpidas

"Odi et amo. 
Quare id faciam, fortasse requiris." 
catulo 

porque nenhum poeta ainda refletiu ou desenvolveu que o amor é derivativo do ódio. porque nenhum sujeito surge caso não saiba bem o que não quer (a paixão pelo novo, pela invenção, que não é apenas mera pretensão ou algum tipo de disfunção). porque a suposta superioridade do amor sobre o ódio (simplesmente algo estrutural como sabem - por ex. - os orientais taoístas há milênios antes do vosso cristo) é uma das principais armas da religião (& do marketing) para manter seus fiéis numa posição infantil de fusionamento, para que possam se manter dependentes, na posição de não quererem saber nada sobre seus próprios desejos - para que nunca surjam de fato para a realidade e para o mundo. o mundo que é ainda um mundo de sombras. porque enquanto houver humanidade a verdade provavelmente sempre será combatida (e de buenas, fazer o quê?). porque somos ainda absurdamente atrasados. capazes de razão, mas nunca seres exatamente racionais. porque razão e emoção não estão de fato separados. porque corpo e mente são uma coisa só. porque vivemos ainda numa plutocracia pré-histórica. porque vivemos a pré-história eterna do que de fato poderia ser. ah! "o que poderia ser!" o momento presente. o presente fenomenológico, não o da física teórica. nenhum paraíso é maior do que o momento presente. nenhum outro tempo é melhor. nenhum tempo supera o aqui e agora (velho clichê). ao menos foi isso, que isto pôde concluir.


aspirava à brisa mais simples
aspirava a brisa 
simples


1

 

 

"vamo que vamo  

que o som 

não pode parar"  

 

 

 

 

 

 

𒀭

 

 𒀀

 

 𓏏  

 

𓂝  

 

  
 
 
 
𐤀
 
 
 א
                                        𐡀
    
 
 
                  
 
  Ա
 
 
 
 
 
                                               
 
A
                                    
                                        
                                        ɑ 
            
 
                                        a