quinta-feira, 5 de março de 2009

XXXVIII

Mente-lua
Única e perfeita
A luz permite todas as formas
Quando luz e formas não são
O que é?


Poema chinês. Autor desconhecido.


Que alguém responda a pergunta desse poema, com toda a lógica ou todo espírito.
E atente antes de tudo que nem mesmo Deus sabe o que dizer a respeito, mas ao mesmo tempo isso não eliminaria a possibilidade de uma resposta correta.

11 comentários:

Anônimo disse...

todas as respostas são possíveis
não havendo a correta

cabíveis em meia-lua
múltiplas e imperfeitas
o silêncio da visão

Anônimo disse...

as formas
despidas de luz
não mentem

iluminam

Marcos Tamamati disse...

Se todas as respostas fossem possíveis ninguém faria perguntas e não haveria um ponto de interrogação no final do poema.

Por exemplo: se tomamos atitudes sem um norte não sabemos viver em sociedade e somos vítimas do nosso ego.

Anônimo disse...

minha intenção foi dizer q o correto e o incorreto limitam as várias faces de análise de uma questão,

e p q não pensar q se a luz permite todas as formas, p q não seria lícito pensar em todas as respostas, talvez não possíveis, mas cabíveis.

e é curioso o modo como o verbo sai do plural e vai pro singular

luz e forma não SÃO

o que É?

vc falando sobre a vida em sociedade e sobre o ego, me veio à mente o conceito hindu Kaivalyam, que é o estado de identificação com todo o Universo, produzindo o isolamento.

Qdo então o norte é o centro e o todo, ao mesmo tempo.

Acredito que só nos resta brincar com as palavras, já q o x da questão reside no inaudito.

E diante de um poema diamante, as palavras dançam.

Anônimo disse...

sakuras caindo ao vento

“Perfeito…
Elas são todas perfeitas!”

Marcos Tamamati disse...

Pessoalmente não acho que tudo seja cabível. Até agora não houve uma resposta.
Acho que vc pode se isolar por 3 motivos: por ser um santo; por ser egoísta; por se achar santo por motivos egoístas.

"lícito"... se refere a lei. E estar encapuzado é geralmente coisa de quem tenta estar fora da lei, né? Aí é até normal querer que tudo seja cabível. Engraçado seu discurso.

Anônimo disse...

o isolamento ao qual me referi é menos rotulável, e mais transcendental e abrangente.

"lícito" foi uma palavra mal empregada, esperava apenas transmitir o sentido.

ao dizer cabíveis não quis dizer que todas sejam cabíveis. repito: minha intenção foi dizer q o correto e o incorreto limitam as várias faces de análise de uma questão,

acha necessário um nome?
estou em seu espaço e pelo visto desagrado, assim silencio.

desculpe a invasão.

Marcos Tamamati disse...

Creio que a maior parte das tradições religiosas possuem uma maneira de retiro, mas no zen budismo isso não é de forma alguma uma coisa necessária. E mais, antes de se isolar como vc fala acredito que seja necessário pensar bem sobre o que se está fazendo. Ainda mais se vc não vive numa dessas sociedades antigas como era a da índia de milênios atrás. No nosso tempo e na nossa sociedade se isolar é fenômeno comum, mas as pessoas não estão fazendo isso porque estão envolvidasa com práticas espirituais, fazem isso pq não sabem como fazer parte de uma comunidade, estão apegadas demais a si mesmas.

Comentário nenhum nesse blog é desagrado. Foi feito pra conversar com as pessoas. Fazer comentários anônimos é já uma categoria de enunciação e somando isso a sua escolha de palavras e o seu discurso dá uma coisa interessante.
Não me entenda mal, gosto muito de semiótica e psicanálise e seu discurso dá vias de interpretação.

Anônimo disse...

Kaivalyam tem mais a ver com independência do q com isolamento propriamente dito, é um estado de consciência, em q o nada e o todo se unificam, daí alguns falarem em isolamento.
Pode significar: libertação, isolamento ou simplesmente samadhi (iluminação), que é o sentido do qual se utiliza o sábio Patañjali no Yoga Sutra.


Tudo o q é radical é preocupante, acredito q há o momento de se isolar e o de comungar, partilhar. O filme Samsara muito nos diz sobre isso: " tudo o q contactamos é o caminho".
Mesmo no isolar-se uma multidão "quase sempre" nos acompanha.

não sei muito sobre semiótica, categoria de enunciação, e muito pouco de psicanálise, mas se dá vias de interpretação, continuemos a discursar.rs

Marcos Tamamati disse...

Desculpe se estiver enganado... parece alguém que me conhece mas tá aí de anônimo querende se aproximar.

Isso limita as suposições, pq meus amigos não fariam isso.

Anônimo disse...

vc está certo, muito embora a aproximação não seja a única intenção. A interação me agrada, visto q os assuntos me interessam.

mas se fizer questão e puder passar um mail, explico melhor.