quarta-feira, 11 de maio de 2011

XCVIII - Paisagem prontamente imaginada – Hommage ao domingo




Borboletas e salmões coloridos no prato de plástico.

Praças pintadas de bandeirinhas triangulares.

O chão cobriu-se com latinhas de coca-cola

E beberam o ar que agasalhava as falanges, de manhã.

Ontem os óleos do sono foram tomando as pálpebras

E voltamos para adormecermos por sobre os tapetes de pétala

Pêras. Lembro, abria o seu hálito doce.

E sossegava o queixo nas mãos recitando alguns versos de Drummond e dos Vedas

Abertos por cima de Vergilius e Clarisse que já adormeciam dentro, na bolsa de lã trançada com os doces desenhos africanos.

Ninfas navegam a brisa alisando o cabelo da grama, dançam entre solenes árvores milenares

Que emprestaram silenciosamente sombra e mesura para ditadores militares.









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